carioca no exílio há mais de uma década, schütz leva a sério o conceito “do it yourself” do punk, tanto que construiu a sua própria guitarra laranja, a “crush van basten”. claro que isso foi feito dentro de um curso de luthieria, como é de se esperar na caretice do século XXI. mas por que ficar alternando quatro acordes quando podemos ter dezoito? por que não colocar ainda umas “frasezinhas” dentro de cada um deles? e que tal passar dez minutos improvisando sobre um único acorde? sim. trata-se de um jazzista frustrado com alma punk rocker! punk rocker? bom, nota-se um pouco de east bay ray e mick jones nas guitarras do comodoro truffaut. mas o gosto por saturar as válvulas e arranhar a garganta vem na verdade dos velhos tempos do garage rock. the sonics! ou seria apenas um exercício para amanhecer com a voz de tom waits? esta confusão de referências (não exatamente influências) talvez venha da adolescência no histórico circo voador, onde assistiu aos mais variados shows. de hermeto pascoal a de falla. de egberto gismonti a r.d.p. ou talvez dos shows que viu no mês do seu décimo aniversário em 1985 (george benson, blitz, nina hagen, b-52’s, yes, james taylor…) schütz se auto denomina um anti-guitar hero. a exemplo de harrison, towsend e marr, não se interessa por exibicionismo e virtuosismo, preferindo priorizar as canções e a interação com os outros instrumentistas da banda.
fonte: www.comodorotruffaut.com
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